Conotação e Denotação + Exercícios

5 jun

CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO

 

Utilizamos a Conotação e a Denotação em várias esferas de nossas vidas, mesmo sem saber o que esses dois termos representam.  Em nosso cotidiano usamos diversas palavras e, para nós, uma mesma palavra pode ter mais de um significado, dependendo da situação apresentada e da intenção que temos ao empregar determinada palavra em um contexto.

 

Denotação: É o primeiro sentido de um signo. É o sentido dicionarizado de uma palavra. Trata-se do uso da palavra em seu sentido original.

Exemplo:  “(…) Pra ir no Jardim Zoológico dá pipoca aos macacos…”

 

Conotação: São os diversos sentidos que um signo pode ter, posterior ao seu sentido original. Dá-se a palavra um outro sentido, um sentido figurado. Na conotação, em geral, temos casos de polissemia.

Exemplo: “O Araketu quando toca deixa todo mundo pulando que nem pipoca.”

 

Nas duas frases apresentadas como exemplo temos a palavra “pipoca”. No primeiro exemplo “pipoca” está com seu sentido original, isto é, um alimento feito através de grãos de milho. Porém, no segundo exemplo, apesar da grafia ser a mesma, e a palavra, em si, também ser a mesma, o sentido de “pipoca” é outro que foge do sentido dicionarizado. No segundo exemplo temos a construção de um sentido figurado, através da figura de linguagem chamada comparação.

 

Em geral, nos textos literários, as palavras apresentam mais de um sentido. Sendo assim, é possível afirmar que na literatura a linguagem que prevalece é a linguagem conotativa.

 

DENOTAÇÃO CONOTAÇÃO
Palavra com significação restrita. Palavra com significação ampla.
Palavra com sentido comum do dicionário. Palavras cujos sentidos extrapolam o sentido comum.
Palavra usada de modo automatizado. Palavra usada de modo criativo.
Linguagem comum Linguagem rica e expressiva.

 

 

EXERCÍCIOS

 

1- (Fuvest- SP)

I – Uma andorinha só não faz verão

II- Nem tudo que reluz é ouro

III- Quem semeia ventos, colhe tempestades

IV – Quem não tem cão caça com gato.

 

As idéias centrais dos provérbios acima são, na ordem:

 

a)solidariedade- aparência- vingança- dissimulação.

b)cooperação – aparência- punição- adaptação.

c)egoísmo- ambição- vingança- falsificação.

d)cooperação – ambição – consequência- dissimulação

e)solidão – prudência- punição – adaptação.

 

Leia atentamente os textos abaixo e indique D quando prevalecer a denotação e C quando prevalecer a conotação:

 

a) (   ) “O ano de 1948, em Pernambuco, foi marcado por um processo revolucionário, liderado por um Partido Liberal radical.”

b) (   ) “Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois – Recife das revoluções libertárias – Mas o Recife sem história nem literatura – Recife sem mais nada – Recife da minha infância”

c) (   ) “ depois de analisar os prontuários de 964 pessoas operadas np Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife, o médico Cláudio Moura Lacerda de Melo, 31 anos, concluiu que seus colegas exageraram na requisição de exames radiológicos e de laboratório, ao mesmo tempo em que dão pouca atenção ao exame direto do paciente e a uma conversa com ele sobre o seu histórico de saúde”.

d) (   ) “Em todo triângulo, o quadrado de qualquer lado é igual a soma dos quadrados dos outros dois, menos o duplo produto destes dois lados pelo co- seno do ângulo que eles formam.

e) (   )“ A ciência que se constituiu em torno dos fatos da língua passou por três fases sucessivas antes de reconhecer seu verdadeiro e único objeto’’

f) (   ) “Tantas palavras / Que eu conhecia / E já não falo mais, jamais/ Quantas palavras/ Que ela adorava/ Saíram de cartaz”

g) (   ) “ Abriu os olhos devagar. Os olhos vindos de sua própria escuridão nada viram na desmaiada luz da tarde. Ficou respirando. Aos poucos recomeçou a enxergar, após poucos as formas foram se solidificando, ela cansada, esmagada pela doçura de um cansaço”

h) (   ) “Na literatura brasileira de hoje, talvez seja o conto o gênero de maior destaque, em termos de vigor e criatividade”.

Leia o texto

 

Carta sobre a felicidade (a Meneceu) Epicuro

[…] Consideremos que, dentre os desejos, há os que são naturais e os que são inúteis; dentre os naturais, há uns que são necessários e outros, apenas naturais; dentre os necessários, há alguns que são fundamentais para a felicidade, outros, para o bem-estar corporal, outros, ainda, para a própria vida. E o conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda escolha e toda recusa para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que esta é a finalidade da vida feliz: em razão desse fim praticamos todas as nossas ações, para nos afastarmos da dor e do medo.

Uma vez que tenhamos atingido esse estado, toda a tempestade da alma se aplaca, e o ser vivo, não tendo que ir em busca de algo que lhe falta, nem procurar outra coisa a não ser o bem da alma e do corpo, estará satisfeito. De fato, só sentimos necessidade do prazer quando sofremos pela sua ausência; ao contrário, quando não sofremos, essa necessidade não se faz sentir.

[…]

Embora o prazer seja nosso bem primeiro e inato, nem por isso escolhemos qualquer prazer: há ocasiões em que evitamos muitos prazeres, quando deles nos advêm efeitos o mais das vezes desagradáveis; ao passo que consideramos muitos sofrimentos preferíveis aos prazeres, se um prazer maior advier depois de suportarmos essas dores por muito tempo. Portanto, todo prazer constitui um bem por sua própria natureza; não obstante isso, nem todos são escolhidos; do mesmo modo, toda dor é um mal, mas nem todas devem ser sempre evitadas. […]

Consideremos ainda a auto-suficiência um grande bem; não que devamos nos satisfazer com pouco, mas para nos contentarmos com esse pouco caso não tenhamos o muito, honestamente convencidos de que desfrutam melhor a abundância os que menos dependem dela; tudo o que é natural é fácil de conseguir; difícil é tudo o que é inútil.

Os alimentos mais simples proporcionam o mesmo prazer que as iguarias mais requintadas, desde que se remova a dor provocada pela falta: pão e água produzem o prazer mais profundo quando ingeridos por quem deles necessita.

Habituar-se às coisas simples, a um modo de vida não luxuoso, portanto, não só é conveniente para a saúde, como ainda proporciona ao homem os meios para enfrentar corajosamente as adversidades da vida: nos períodos em que conseguimos levar uma existência rica, predispõe o nosso ânimo para melhor aproveitá-la, e nos prepara para enfrentar sem temor as vicissitudes da sorte.

Quando então dizemos que o fim último é o prazer, não nos referimos aos prazeres dos intemperantes ou aos que consistem no gozo dos sentidos, como acreditam certas pessoas que ignoram o nosso pensamento, ou não concordam com ele, ou o interpretam erroneamente, mas ao prazer que é a ausência de sofrimentos físicos e de perturbações da alma.

[…] a prudência é o princípio e o supremo bem, razão pela qual ela é mais preciosa do que a própria filosofia; é dela que originaram todas as demais virtudes; é ela que nos ensina que não existe vida feliz sem prudência, beleza e justiça, e que não existe prudência, beleza e justiça sem felicidade. Porque as virtudes estão intimamente ligadas à felicidade, e a felicidade é inseparável delas. […]

(Tradução de Álvaro Lorencini e Enzo Del Carratore. São Paulo: Ed. Unesp, 2002)

 

3- (ESPM-SP) Pode-se afirmar que a ideia central do texto é:

a) A prudência é o bem e a origem da própria filosofia.

b) A felicidade depende da escolha dos prazeres e das  dores adequados.

c) Os desejos naturais são fundamentais para a felicidade.

d) Para nos afastarmos da dor e do medo, buscamos a felicidade.

e) A sorte advém da coragem para enfrentar as instabilidades da vida.

 

4- (ESPM-SP) No texto, “prazer” e “auto-suficiência” são definidos pela palavra “bem”. Das acepções apresentadas (segundo a versão eletrônica do dicionário Houaiss), assinale a alternativa que corresponda a esse sentido:

a) Conjunto de princípios fundamentais de determinada sociedade referentes à vida e à dignidade, preconizados como propícios ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento moral.

b) Aquilo cuja posse e fruição (física ou espiritual) julga a coletividade ser conveniente à manutenção e/ou ao progresso do homem.

c) Epíteto (alcunha) de ente querido ou amado.

d) Aquilo que atende às aspirações essenciais da natureza humana; conjunto de fatores adequados a colocar e manter cada indivíduo no ápice de sua realização pessoal.

e) Tudo aquilo que serve de elemento a uma empresa ou entidade para a formação do seu patrimônio aziendal (bens e direitos) e para a produção direta ou indireta do seu lucro.

 

 

 

Gabarito: 1- B 2- a) (D) b) (C) c) (D) d) (D) e) (C) f) (C) g) (C) h) (D) 3- b 4- d

 

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5 Respostas to “Conotação e Denotação + Exercícios”

  1. NÃO TE ENTEREÇA 29 de maio de 2012 at 23:49 #

    E EU ACERTEI A PRIMEIRA E A SEGUNDA QUASTÃO AS DUAS ULTIMAS NÃO EVEI EM CONSIDERAÇÃO!MAIS FOI UMA OTIMA REVISÃO ANTES DA MINHA PROVA, E ESTAVA UM POUCO FACIL!

    • eDUARDO 18 de novembro de 2012 at 21:31 #

      EU NA MINHA PROVA ACERTEI TODAS

  2. eDUARDO 18 de novembro de 2012 at 21:30 #

    AMEI !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1 MUIO INTERESSANTE VALEU SIMONE

  3. Profª. Odilene Máximo. 24 de março de 2014 at 15:42 #

    A resposta da questão 1 está errada pois no gabarito,porque o provérbio “Uma andorinha só não faz verão” tem sentido de cooperação e não solidão.

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