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Conotação e Denotação + Exercícios

CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO

 

Utilizamos a Conotação e a Denotação em várias esferas de nossas vidas, mesmo sem saber o que esses dois termos representam.  Em nosso cotidiano usamos diversas palavras e, para nós, uma mesma palavra pode ter mais de um significado, dependendo da situação apresentada e da intenção que temos ao empregar determinada palavra em um contexto.

 

Denotação: É o primeiro sentido de um signo. É o sentido dicionarizado de uma palavra. Trata-se do uso da palavra em seu sentido original.

Exemplo:  “(…) Pra ir no Jardim Zoológico dá pipoca aos macacos…”

 

Conotação: São os diversos sentidos que um signo pode ter, posterior ao seu sentido original. Dá-se a palavra um outro sentido, um sentido figurado. Na conotação, em geral, temos casos de polissemia.

Exemplo: “O Araketu quando toca deixa todo mundo pulando que nem pipoca.”

 

Nas duas frases apresentadas como exemplo temos a palavra “pipoca”. No primeiro exemplo “pipoca” está com seu sentido original, isto é, um alimento feito através de grãos de milho. Porém, no segundo exemplo, apesar da grafia ser a mesma, e a palavra, em si, também ser a mesma, o sentido de “pipoca” é outro que foge do sentido dicionarizado. No segundo exemplo temos a construção de um sentido figurado, através da figura de linguagem chamada comparação.

 

Em geral, nos textos literários, as palavras apresentam mais de um sentido. Sendo assim, é possível afirmar que na literatura a linguagem que prevalece é a linguagem conotativa.

 

DENOTAÇÃO CONOTAÇÃO
Palavra com significação restrita. Palavra com significação ampla.
Palavra com sentido comum do dicionário. Palavras cujos sentidos extrapolam o sentido comum.
Palavra usada de modo automatizado. Palavra usada de modo criativo.
Linguagem comum Linguagem rica e expressiva.

 

 

EXERCÍCIOS

 

1- (Fuvest- SP)

I – Uma andorinha só não faz verão

II- Nem tudo que reluz é ouro

III- Quem semeia ventos, colhe tempestades

IV – Quem não tem cão caça com gato.

 

As idéias centrais dos provérbios acima são, na ordem:

 

a)solidariedade- aparência- vingança- dissimulação.

b)cooperação – aparência- punição- adaptação.

c)egoísmo- ambição- vingança- falsificação.

d)cooperação – ambição – consequência- dissimulação

e)solidão – prudência- punição – adaptação.

 

Leia atentamente os textos abaixo e indique D quando prevalecer a denotação e C quando prevalecer a conotação:

 

a) (   ) “O ano de 1948, em Pernambuco, foi marcado por um processo revolucionário, liderado por um Partido Liberal radical.”

b) (   ) “Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois – Recife das revoluções libertárias – Mas o Recife sem história nem literatura – Recife sem mais nada – Recife da minha infância”

c) (   ) “ depois de analisar os prontuários de 964 pessoas operadas np Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife, o médico Cláudio Moura Lacerda de Melo, 31 anos, concluiu que seus colegas exageraram na requisição de exames radiológicos e de laboratório, ao mesmo tempo em que dão pouca atenção ao exame direto do paciente e a uma conversa com ele sobre o seu histórico de saúde”.

d) (   ) “Em todo triângulo, o quadrado de qualquer lado é igual a soma dos quadrados dos outros dois, menos o duplo produto destes dois lados pelo co- seno do ângulo que eles formam.

e) (   )“ A ciência que se constituiu em torno dos fatos da língua passou por três fases sucessivas antes de reconhecer seu verdadeiro e único objeto’’

f) (   ) “Tantas palavras / Que eu conhecia / E já não falo mais, jamais/ Quantas palavras/ Que ela adorava/ Saíram de cartaz”

g) (   ) “ Abriu os olhos devagar. Os olhos vindos de sua própria escuridão nada viram na desmaiada luz da tarde. Ficou respirando. Aos poucos recomeçou a enxergar, após poucos as formas foram se solidificando, ela cansada, esmagada pela doçura de um cansaço”

h) (   ) “Na literatura brasileira de hoje, talvez seja o conto o gênero de maior destaque, em termos de vigor e criatividade”.

Leia o texto

 

Carta sobre a felicidade (a Meneceu) Epicuro

[…] Consideremos que, dentre os desejos, há os que são naturais e os que são inúteis; dentre os naturais, há uns que são necessários e outros, apenas naturais; dentre os necessários, há alguns que são fundamentais para a felicidade, outros, para o bem-estar corporal, outros, ainda, para a própria vida. E o conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda escolha e toda recusa para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que esta é a finalidade da vida feliz: em razão desse fim praticamos todas as nossas ações, para nos afastarmos da dor e do medo.

Uma vez que tenhamos atingido esse estado, toda a tempestade da alma se aplaca, e o ser vivo, não tendo que ir em busca de algo que lhe falta, nem procurar outra coisa a não ser o bem da alma e do corpo, estará satisfeito. De fato, só sentimos necessidade do prazer quando sofremos pela sua ausência; ao contrário, quando não sofremos, essa necessidade não se faz sentir.

[…]

Embora o prazer seja nosso bem primeiro e inato, nem por isso escolhemos qualquer prazer: há ocasiões em que evitamos muitos prazeres, quando deles nos advêm efeitos o mais das vezes desagradáveis; ao passo que consideramos muitos sofrimentos preferíveis aos prazeres, se um prazer maior advier depois de suportarmos essas dores por muito tempo. Portanto, todo prazer constitui um bem por sua própria natureza; não obstante isso, nem todos são escolhidos; do mesmo modo, toda dor é um mal, mas nem todas devem ser sempre evitadas. […]

Consideremos ainda a auto-suficiência um grande bem; não que devamos nos satisfazer com pouco, mas para nos contentarmos com esse pouco caso não tenhamos o muito, honestamente convencidos de que desfrutam melhor a abundância os que menos dependem dela; tudo o que é natural é fácil de conseguir; difícil é tudo o que é inútil.

Os alimentos mais simples proporcionam o mesmo prazer que as iguarias mais requintadas, desde que se remova a dor provocada pela falta: pão e água produzem o prazer mais profundo quando ingeridos por quem deles necessita.

Habituar-se às coisas simples, a um modo de vida não luxuoso, portanto, não só é conveniente para a saúde, como ainda proporciona ao homem os meios para enfrentar corajosamente as adversidades da vida: nos períodos em que conseguimos levar uma existência rica, predispõe o nosso ânimo para melhor aproveitá-la, e nos prepara para enfrentar sem temor as vicissitudes da sorte.

Quando então dizemos que o fim último é o prazer, não nos referimos aos prazeres dos intemperantes ou aos que consistem no gozo dos sentidos, como acreditam certas pessoas que ignoram o nosso pensamento, ou não concordam com ele, ou o interpretam erroneamente, mas ao prazer que é a ausência de sofrimentos físicos e de perturbações da alma.

[…] a prudência é o princípio e o supremo bem, razão pela qual ela é mais preciosa do que a própria filosofia; é dela que originaram todas as demais virtudes; é ela que nos ensina que não existe vida feliz sem prudência, beleza e justiça, e que não existe prudência, beleza e justiça sem felicidade. Porque as virtudes estão intimamente ligadas à felicidade, e a felicidade é inseparável delas. […]

(Tradução de Álvaro Lorencini e Enzo Del Carratore. São Paulo: Ed. Unesp, 2002)

 

3- (ESPM-SP) Pode-se afirmar que a ideia central do texto é:

a) A prudência é o bem e a origem da própria filosofia.

b) A felicidade depende da escolha dos prazeres e das  dores adequados.

c) Os desejos naturais são fundamentais para a felicidade.

d) Para nos afastarmos da dor e do medo, buscamos a felicidade.

e) A sorte advém da coragem para enfrentar as instabilidades da vida.

 

4- (ESPM-SP) No texto, “prazer” e “auto-suficiência” são definidos pela palavra “bem”. Das acepções apresentadas (segundo a versão eletrônica do dicionário Houaiss), assinale a alternativa que corresponda a esse sentido:

a) Conjunto de princípios fundamentais de determinada sociedade referentes à vida e à dignidade, preconizados como propícios ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento moral.

b) Aquilo cuja posse e fruição (física ou espiritual) julga a coletividade ser conveniente à manutenção e/ou ao progresso do homem.

c) Epíteto (alcunha) de ente querido ou amado.

d) Aquilo que atende às aspirações essenciais da natureza humana; conjunto de fatores adequados a colocar e manter cada indivíduo no ápice de sua realização pessoal.

e) Tudo aquilo que serve de elemento a uma empresa ou entidade para a formação do seu patrimônio aziendal (bens e direitos) e para a produção direta ou indireta do seu lucro.

 

 

 

Gabarito: 1- B 2- a) (D) b) (C) c) (D) d) (D) e) (C) f) (C) g) (C) h) (D) 3- b 4- d

 

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Figuras de Linguagem + Questões dos últimos vestibulares da UERJ

Figuras de Linguagem

O que são figuras de linguagem? São recursos que tornam a mensagem emitida mais expressiva. A literatura utiliza MUITO as figuras de linguagem. As figuras de linguagem são divididas em figuras de som, figuras de palavras, figuras de pensamento e figuras de construção.

 Figura de palavra: Substituição de uma palavra por outra.

 Figura de pensamento: Recurso que se refere ao aspecto semântico das palavras.

 Figura de som: Efeito produzido pela repetição de palavras ou imitação do som de outros seres.

 Figura de Construção: Também chamadas de figuras de sintaxe, são desvios, inversões, na busca de maior expressividade.

FIGURAS DE PALAVRA

• Metáfora: Usa uma palavra ou expressão no lugar de outra. A metáfora tem um caráter subjetivo.

Ex.: Você é luz, é raio, estrela e luar…

• Comparação: A comparação é parecida com a metáfora, porém utiliza conectivo comparativo (como).

Ex.: Amou daquela vez como se fosse máquina(…)

• Metonímia: Substituição da parte pelo todo ou empregar um termo no lugar do outro, havendo uma proximidade entre ambos os termos.

Ex.: Devolva o Neruda que você me tomou e nunca leu.

PS: A Sinédoque é a substituição de um termo por outro, ampliando ou reduzindo o sentido da palavra. A Metonímia prevalece por ser mais abrangente.

• Catacrese: Catacrese é uma “metáfora desgastada”, são palavras utilizadas por falta de termo específico.

Ex.: Batata da perna, maçã do rosto, pé da mesa, braço da poltrona, cabeça de alho

• Sinestesia: Sensações diferentes em uma mesma expressão. Mistura de sentidos.

Ex.: Ele escutou sua doce voz.

• Antonomásia: Definir algo por sua qualidade ou característica especial. Apelidos também podem ser uma antonomásia. Antonomásia é usada para pessoas.

Ex.: O poeta dos escravos morreu jovem .

• Perífrase: Segue o mesmo conceito da antonomásia, mas é utilizada para animais e lugares.

Ex.: Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil.

FIGURAS DE PENSAMENTO

• Antítese: Aproximação de palavras com sentidos opostos.

Ex.: Meu corpo é quente e estou sentindo frio.

• Apóstrofe: Invocação de algo.

Ex.: Deus! Oh Deus! Onde está que não responde?

• Paradoxo: Não é apenas uma aproximação de palavras com sentidos opostos, mas ideias contraditórias que se referem a um mesmo termo.

Ex.: Dor que desatina sem doer.

• Eufemismo: Emprega uma palavra para atenuar a verdade.

Ex.: Você faltou com a verdade.

Ele entregou a alma a Deus.

• Gradação: Sequência de palavras que intensificam a mesma ideia.

Ex.: O trigo… nasceu, cresceu, espinhou, amadureceu,colheu-se…

• Hipérbole: Exagero de uma idéia.

Ex.: Eu nunca mais vou respirar/ se você não me notar

• Ironia: Quando pela entonação, contexto, sugere-se que o que se pretende dizer é ao contrário do que foi dito.

Ex.: Que alunos inteligentes, não sabem escrever o próprio nome.

• Prosopopéia (Personificação): Quando se dá características humanas a seres inanimados.

Ex.: O vento beija os meus cabelos/ as ondas lambem as minhas pernas/ o sol abraça o meu corpo/ meu coração canta feliz.

FIGURAS DE SOM

• Aliteração: Repetição da mesma consoante (ou consoantes similares), em geral, na posição inicial da palavra.

Ex.: A tontinha tenta tirar a tinta.

• Assonância: Repetição da mesma vogal ao longo dos versos.

Ex.: Sou Ana, da cama/ da cana, fulana, bacana.

• Paronomásia: Reprodução de sons semelhantes em palavras de significados diferentes.

Ex.: Quero que você ganhe/ que você me apanhe.

FIGURAS DE CONSTRUÇÃO

Por omissão

• Assíndeto: Orações que deveriam vir ligadas por conjunções, mas são separadas por vírgula.

Ex.: Li o jornal, queria sair.

• Elipse: supressão se uma palavra que fica subentendida.

Ex.: Me espera amor/ eu tô chegando/ depois do inverno,/ a vida em cores.

• Zeugma: Quando há a supressão de um termo já referido anteriormente.

Ex.: Hoje eu acordei com uma vontade danada/ de mandar flores ao delegado/ de bater na porta do vizinho e desejar bom dia/ de beijar o português da padaria.

Por repetição

• Anáfora: Repetição intencional de palavras no início de um período.

Ex.: Será só imaginação?/ Será que nada vai acontecer?/ Será que é tudo isso em vão?

• Pleonasmo: Repetição da mesma idéia, redundância.

Ex.: Eu nasci, há dez mil anos atrás.

• Polissíndeto: Repetição enfática de uma conjunção.

Ex.: Há dois dias meu telefone não fala, nem ouve, nem toca, nem tuge, nem muge.

Por inversão:

• Anástrofe: Inversão de palavras vizinhas.

Ex.: E dou risada pro grande amor.

• Hiperbáto: Inversão completa de partes da frase.

Ex.: Bate outra vez/ com esperança o meu coração.

• Sínquise: Hiperbáto exagerado. Uma inversão violenta de termos da frase.

Ex.: A gritas e alevanta ao Céu.

• Hipálage: Inversão da posição do adjetivo. Uma qualidade que pertence a um adjetivo é atribuído a outro.

Ex.: Faziam meias sonolentas

Por ruptura

• Anacoluto: Interrupção do plano sintático.

Ex.: Maria creio que saiu hoje.

Por concordância ideológica

• Silepse: Concordância é feita com a idéia e não com as palavras.

– Silepse de gênero: Discordância entre gêneros.

Ex.: Porto Alegre é linda.

– Silepse de número: Discordância envolvendo singular e plural.

Ex.: Corria gente de todos lados, e gritavam.

– Silepse de pessoa: Discordância entre sujeito e pessoa verbal.

Ex.: Todos desse bairro somos contra a violência.

QUESTÕES SOBRE FIGURAS DE LINGUAGEM

RETIRADAS DE PROVAS ANTERIORES DA UERJ

1. (UERJ 2007)

“Não tardaria muito que saíssem formados e prontos, um para defender o direito e o torto

da gente, outro para ajudá-la a viver e a morrer.” (l. 3 – 6)

Na passagem destacada, foram explorados diferentes recursos retóricos. Dois desses recursos podem ser identificados como:

(A) metonímia e metáfora

(B) antítese e pleonasmo

(C) paradoxo e ironia

(D) anáfora e alusão

Leia o texto para responder as próximas questões.

Qualquer Canção

Qualquer canção de amor

É uma canção de amor

Não faz brotar amor

E amantes

Porém, se essa canção

Nos toca o coração

O amor brota melhor

E antes

Qualquer canção de dor

Não basta a um sofredor

Nem cerze um coração

Rasgado

Porém, inda é melhor

Sofrer em dó menor

Do que você sofrer

Calado

Qualquer canção de bem

Algum mistério tem

É o grão, é o germe, é o gen

Da chama

E essa canção também

Corrói como convém

O coração de quem

Não ama

(CHICO BUARQUE)

2. (UERJ 2008) A pluralidade de sentidos, característica da linguagem poética, pode ser obtida por meio de vários mecanismos, como, por exemplo, a elipse de termos. Esse mecanismo está presente, de modo mais marcante, no seguinte verso:

(A) “E amantes” (v. 4)

(B) “E antes” (v. 8)

(C) “Rasgado” (v. 12)

(D) “Calado” (v. 16)

3. (UERJ 2008) Na última estrofe do texto, o mistério a que se refere o eu lírico indica uma construção paradoxal.Os elementos que compõem esse paradoxo são:

(A) início e fim

(B) alegria e dor

(C) música e silêncio

(D) criação e destruição

4. (UERJ 208) O processo de personificação é um recurso utilizado no texto para humanizar a narrativa e cativar o leitor. Um exemplo de personificação aparece no seguinte fragmento:

(A) “Passar cinqüenta anos sem poder falar sua língua com alguém é um exílio agudo dentro do silêncio.”

(B) “E como as folhas não falavam, punha-se a ler em voz alta, fingindo ouvir na própria voz a voz do outro,”

(C) “Cinqüenta anos olhando as planuras dos pampas, acostumado já às carnes generosas dos churrascos

conversados em espanhol”

(D) “Era agora um homem inteiro. Tinha, enfim, nos lábios toda a canção.”

5. (UERJ 2008) Figuras de linguagem – por meio dos mais diferentes mecanismos – ampliam o significado de palavras e expressões, conferindo novos sentidos ao texto em que são usadas. A alternativa que apresenta uma figura de linguagem construída a partir da equivalência entre um todo e uma de suas partes é:

(A) “que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho?”

(B) “Entretanto a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar.”

(C) “batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro.”

(D) “Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza;”

6. (UERJ 2010) “Mas, recusando o colóquio, desintegrou-se

no ar constelado de problemas.”

O estranhamento provocado no verso sublinhado constitui um caso de:

(A) pleonasmo

(B) metonímia

(C) hipérbole

(D) metáfora

7. (UERJ 2004) A construção poética do discurso baseia-se freqüentemente na utilização de figuras de linguagem,como a metonímia. O poeta recorreu a esta figura em:

(A) “Ah, os rostos sentados”

(B) “Os retratos em cor, na parede,”

(C) “que exerceram (…) o manso ofício”

(D) “de fazer esperar com esperança.”

Leia o texto para responder a próxima questão.

Os poemas

Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam voo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso

nem porto

alimentam-se um instante em cada par de mãos

e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti…

(MÁRIO QUINTANA)

8. (UERJ 2011) O texto é todo construído por meio do emprego de uma figura de estilo. Essa figura denominada de:

(A) elipse

(B) metáfora

(C) metonímia

(D) personificação

9. (UERJ 2011) “Desde então procuro descascar fatos, aqui sentado à mesa da sala de jantar”

Na sentença acima, o processo metafórico se concentra no verbo “descascar”. No contexto, a metáfora expressa em “descascar” tem o seguinte significado:

(A) reduzir

(B) denunciar

(C) argumentar

(D) compreender

Leia o texto para responder a questão a seguir.

Silogismo

Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas, comprometeria o programa de estabilização do Governo, quebraria a Previdência, inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia, oportunismo político ou desinformação. Sérios, sensatos, adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível, nas circunstâncias, mesmo reconhecendo que é pouco.

Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo, eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua, estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. Aqui o sério é temerário, o sensato é insensato, o adulto é irreal e o responsável é criminoso. A nossa estabilidade e o nosso

prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes, resistindo a apelos emocionais, mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. O país só é viável se metade da sua população não for. (…)

(LUÍS FERNANDO VERISSÍMO)

10. (UERJ 2001) O texto apresenta um ponto de vista crítico, construído, dentre outros, pelo recurso da ironia. A qualidade que constitui uma ironia, no texto, é:

(A) “político” (linha 03)

(B) “perpétua” (linha 08)

(C) “emocionais” (linha 11)

(D) “admirável” (linha 12)

11. (UERJ 2001) A linguagem figurada, conhecida característica de textos literários, encontra-se também em outros tipos de texto. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem:

(A) “… apresenta danças e ritos, mostra arcos, flechas…”

(B) “… expõem a cultura indígena, mas de maneira muito romântica…”

(C) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…”

(D) “…e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…”

12. (UERJ 2006)As comparações, ao destacarem semelhanças e diferenças entre elementos colocados lado a lado, funcionam como estratégias por meio das quais se ressaltam determinados pontos de vista. Uma comparação está indicada no seguinte fragmento:

(A) “Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41.”

(B) “caso contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.”

(C) “e o meu sapato adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio.”

(D) “deixei-lhe um troco generoso.”

13. (UERJ 2006)A crônica de Carlos Heitor Cony é uma crítica à hierarquia econômico-social que prevalece em nossa sociedade. O ponto de vista do narrador sobre essa hierarquia está exemplificado por meio de metáfora em:

(A) “Elogiou meus sapatos, cromo italiano, fabricante ilustre, os Rosseti.”

(B) “Pegou aquele paninho que dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor,”

(C) “Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa.

(D) “por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão.”

Gabarito: 1-c 2-b 3-d 4-c 5-b 6-d 7-a 8-b 9-d 10-d 11-c 12-c 13-a